Queremos dar voz às perguntas dos jovens

Ao longo do nosso percurso, o Lo(u)cotório tem procurado criar diferentes formas de aproximar a saúde mental da comunidade. Nos Mental Talks e Call for Mental Health (advocacy), especialistas, investigadores e representantes da comunidade reúnem-se para refletir sobre temas fundamentais. Com o Loucotório Vai à Escola, fomos ao encontro dos jovens para promover espaços de diálogo, escuta e participação. Mas havia uma etapa que ainda faltava cumprir: dar verdadeiramente voz às perguntas dos jovens.

Todos os dias, milhares de jovens fazem perguntas sobre saúde mental. Muitas ficam por responder, não por falta de interesse, mas porque nem sempre existem espaços onde seja fácil perguntar sem receio de ser julgado.

Foi para dar voz a essas dúvidas que nasceu Aquela LOUCA Pergunta, uma rubrica do Loucotório que convida os jovens a colocarem, de forma anónima, todas as questões que gostariam de ver respondidas por especialistas em saúde mental. Cada questão é depois respondida por especialistas em Saúde Mental, de forma rigorosa, acessível e próxima da realidade dos jovens.

27/02/2026 - Perguntas realizadas pelos alunos do Conservatório Regional de Ponta Delgada

Do Conservatório para os especialistas

Foi no Conservatório Regional de Ponta Delgada que nasceu a primeira série da rubrica Aquela LOUCA Pergunta. Após a primeira sessão de apresentação do Loucotório, os alunos foram convidados a escrever, de forma anónima, todas as perguntas que gostariam de fazer sobre saúde mental, mesmo aquelas que, por vergonha, receio ou falta de oportunidade, nunca tinham verbalizado.

As questões recolhidas foram depois organizadas pela equipa do Loucotório e transformadas numa série de vídeos curtos, onde especialistas em saúde mental respondem de forma clara, acessível e baseada na evidência científica, aproximando o conhecimento das dúvidas e inquietações reais dos jovens.

Porque as perguntas importam

Por detrás de uma pergunta aparentemente simples pode existir uma preocupação, uma emoção ou uma experiência partilhada por muitos outros jovens. Aquilo que, por vezes, parece ser uma "pergunta louca" é frequentemente uma dúvida comum, apenas nunca verbalizada.

Ao criar um espaço seguro para perguntar, esta rubrica pretende normalizar a conversa sobre saúde mental, combater o estigma e mostrar que pedir esclarecimento, expressar dúvidas ou procurar ajuda é um sinal de consciência e cuidado consigo próprio e com os outros.

Quem respondeu ao desafio?

Nesta primeira série, o Loucotório contou com a generosa colaboração da psiquiatra Inês Homem de Melo, do psiquiatra Gustavo França e da psicóloga Maria João Martins, que aceitaram responder às perguntas dos alunos com rigor científico, proximidade e sensibilidade.

Cada resposta procurou transformar dúvidas em conhecimento, aproximando a saúde mental da realidade dos jovens através de uma linguagem simples, acessível e livre de julgamentos.

Muitas vezes, aquilo que impede um jovem de fazer uma pergunta não é a falta de curiosidade, mas o receio de ser julgado, incompreendido ou de pensar que é o único a sentir determinada emoção.

Assista a um episódio da nossa rubrica “Aquela LOUCA Pergunta".

Um exemplo de como uma pergunta colocada pelos jovens pode transformar-se numa conversa acessível, rigorosa e próxima sobre saúde mental.

Uma pergunta. Uma resposta. Uma conversa que pode fazer a diferença.

Talvez a próxima LOUCA pergunta seja a tua…

Acreditamos que nenhuma pergunta deve ficar por fazer quando o assunto é saúde mental. Porque é através da curiosidade, da escuta e do diálogo que se constroem comunidades mais informadas, empáticas e preparadas para cuidar de si e dos outros.

E se a próxima LOUCA Pergunta fosse precisamente aquela que nunca tiveste coragem de fazer?

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